06/09/2017

SQUASSONI VAI INVESTIGAR FRIGORÍFICO JBS EM CPMI NO CONGRESSO

Deputado, que já integrou CPIs da Petrobras e do BNDES, será um dos 68 integrantes da CPMI que vai apurar empréstimos do BNDES à JBS

O deputado federal Marcelo Squassoni (PRB) será um dos 34 integrantes da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito instalada nesta terça-feira (5) no Congresso com o objetivo de investigar os empréstimos concedidos pelo BNDES ao Grupo J&F, controlador do frigorífico JBS. O parlamentar foi indicado pelo PRB para ser um dos 34 titulares do grupo, que terá, ainda, 34 suplentes, entre deputados e senadores.

Os senadores Ataídes Oliveira (PSDB-TO) e Ronaldo Caiado (DEM-GO) já foram eleitos presidente e vice da CPMI. Ainda falta definir quem será o relator. O foco da investigação serão os empréstimos concedidos à JBS entre 2007 e 2016.

Além da CPMI da JBS, Squassoni já integrou as CPIs da Petrobras e do BNDES, em 2015. Nesta, inclusive, conseguiu aprovar requerimento de convocação do então diretor-presidente da Usiminas, Rômel Erwin de Souza. O executivo precisou explicar as demissões na planta de Cubatão, na Baixada Santista, mesmo tendo obtido R$ 2 bilhões em empréstimos com a justificativa de expandir suas atividades.

A CPMI também deve apurar os termos e condições para a realização das delações dos empresários Joesley e Wesley Batista, donos da JBS, e de executivos da J&F, realizadas com a Procuradoria Geral da República e homologadas pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Há a possibilidade de que os irmãos Batista sejam convocados para depor.

O frigorífico brasileiro se tornou a maior empresa de carnes do mundo com o apoio do BNDES. Entre 2002 e 2013, o BNDES liberou R$ 12,8 bilhões às empresas controladas pela J&F Participações Ltda, na forma de empréstimos ou participações acionárias. Entre as empresas favorecidas, está a JBS S/A, com R$ 6,6 bilhões. Como resultado, o faturamento da JBS saltou de R$ 4 bilhões para R$ 170 bilhões entre 2006 e 2016, impulsionado por negócios como a compra do frigorífico Bertin e das empresas americanas Swift e Pilgrim’s Pride.

“A JBS obteve um crescimento astronômico nos últimos anos, para o qual os empréstimos do BNDES foram fundamentais. Considerando as denúncias de envolvimento da empresa com casos de corrupção e os termos da delação premiada que beneficiaram os donos da JBS, vamos apurar em detalhes essas operações que, ao que tudo indica, geraram prejuízos ao interesse público”, afirma Squassoni. “É preciso investigar como se deu esse crescimento vertiginoso e em que circunstâncias. O resultado dessa CPMI poderá ser a criação de leis e o aumento da fiscalização das regras de compliance”, complementou.

Squassoni terá como suplente na CPMI o deputado César Halum (PRB/TO).

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