06/11/2015

Artigo - O MEU, O SEU, O NOSSO PROBLEMA

Para estancar a crise que se abateu sobre a Baixada Santista após o anunciado fechamento da Usiminas em Cubatão precisamos primeiro suspender ao menos temporariamente as demissões. Depois, temos que f

Artigo - O meu, o seu, o nosso problema
Por Marcelo Squassoni, empresário, bacharel em Direito e deputado federal (PRB/SP)


Tempos atrás, não muito distantes, era comum ver os famosos uniformes cáqui da Cosipa por todas as cidades da Baixada Santista. Os cosipanos orgulhavam-se da empresa à qual pertenciam e eram recebidos com tapete vermelho em todos os comércios em que adentravam. Hoje, muito em razão do processo de privatização, aliado à conjuntura econômica brasileira, que não é nada boa, essa realidade é cada vez mais algo muito distante. A antiga Cosipa, agora Usiminas, anuncia o fim da produção de aço na Baixada Santista e ameaça colocar na rua mais de 10 mil trabalhadores, entre empregados diretos e indiretos.

A saída é uma só: em primeiro lugar, focar em apagar o incêndio, ou seja, tentar suspender as demissões ao menos temporariamente, providência na qual avançamos muito na última quinta-feira, em reunião com o ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, que já está chamando a direção da Usiminas para um diálogo cujo ponto de partida é uma trégua de pelo menos três meses.

Ganhando esse fôlego, é momento de partir para a segunda etapa do processo, que é buscar formas de reestruturar a cadeia produtiva industrial brasileira, sob pena de mergulharmos num perigoso efeito cascata. Começar pela adoção de medidas protecionistas em relação à taxação do aço chinês, por exemplo, é uma excelente medida.

Não impedir o avanço global do gigante asiático que a cada dia cresce praticando preços minorados às custas de inúmeras agressões ao meio ambiente e direitos trabalhistas equivale a assinar o atestado de óbito da maioria das indústrias nacionais. E a reboque disso, também, enterrar milhões de vagas de empregos, o que só aprofundaria nosso abismo, em tempos de crise e fuga de dólares do País.

Estamos fazendo a nossa parte como representante de Guarujá – onde estão ameaçados cerca de 2.500 trabalhadores – e da Baixada Santista, que hoje encontra-se de frente para este verdadeiro pelotão de fuzilamento. Pedimos a convocação da diretoria da siderúrgica na CPI do BNDES para ouvir explicações sobre o uso de mais de R$ 2,5 bilhões emprestados que deveriam ser aplicados no fomento da nossa economia, e não para custear o pagamento de rescisões trabalhistas. E vamos seguir nessa toada.

Guarujá e Cubatão são apenas duas pequenas peças no grande quebra-cabeça deste enorme problema que, indubitavelmente, diz respeito a todos nós.

Mais informações:
Assessoria de Comunicação Deputado Marcelo Squassoni
Samanta Flor - (61) 3215 5550
Tadeu Ferreira Jr. - (13) 99133-8813