04/11/2015

MINISTRO DO TRABALHO VAI PROPÔR À USIMINAS SUSPENSÃO DE DEMISSÕES POR TRÊS MESES

Medida é uma das três informadas ao deputado Marcelo Squassoni (PRB) em audiência hoje (04). Miguel Rossetto chamará o presidente da companhia para reunião em Brasília

Em audiência hoje (4/11) em Brasília, o ministro do Trabalho e Previdência Social, Miguel Rossetto, informou ao deputado federal Marcelo Squassoni (PRB) que vai chamar o diretor-presidente da Usiminas, Rômel Erwin de Souza, para uma reunião na Capital Federal, na qual irá propôr a suspensão das demissões anunciadas na planta da companhia em Cubatão por pelo menos três meses. O ministro também se colocou à disposição para coordenar as ações do Governo Federal com outros ministérios no sentido de encontrar uma estratégia de reestruturação da companhia.

Além de Squassoni, participaram da audiência a prefeita cubatense, Marcia Rosa, sindicalistas, representantes da Associação Comercial local e do Ciesp – Centro das Indústrias do Estado de São Paulo. O grupo foi em busca de medidas capazes de suspender as ações da empresa, que prevê o fim da produção de aço na Baixada Santista e, consequentemente, demissões em massa. Estimativas iniciais dão conta do fechamento de duas mil vagas diretas e mais de 10 mil indiretas de trabalhadores de toda a região.

O deputado também solicitou ao ministro que não conceda suposto pedido recente de empréstimo feito pela Usiminas à Caixa Econômica Federal (CEF), de aproximadamente R$ 700 milhões. “Pedimos que o Governo Federal não permita que nenhum banco público empreste dinheiro para a Usiminas até ser resolvido esse problema. Não é certo emprestar dinheiro para a companhia colocar trabalhadores na rua”, afirmou Squassoni, que já está solicitando a convocação do presidente da Usiminas pela CPI do BNDES para obter explicações sobre empréstimos que somam R$ 2,6 bilhões autorizados entre 2006 e 2001 com o objetivo de modernizar as plantas de Ipatinga (MG) e Cubatão.

Zoneamento
Segundo Squassoni, é preciso avaliar com cautela as causas e efeitos da decisão da Usiminas, que ocupa uma grande área em Cubatão, inclusive com operações portuárias. “Não podemos permitir a transformação de uma indústria que dá emprego para tanta gente em um pátio de contêineres. Já solicitei à prefeita e aos vereadores cubatenses a possibilidade de mudar o zoneamento da cidade proibindo que exista uma expansão de porto naquela área”, destacou o deputado.

Marcia Rosa detalhou ao ministro os impactos negativos do fechamento da Usiminas para a cidade. “Representa o fechamento da cidade. A perda da arrecadação, que hoje corresponde a R$ 93,6 milhões por ano com diferentes tributos, vai impactar no fechamento de escolas, hospitais e no transporte público”.

O ministro sensibilizou-se com os argumentos do deputado e da prefeita e prometeu entrar em ação na negociação com a siderúrgica. “Destruir capacidade produtiva é tudo que nós não queremos. Por isso, vamos solicitar a suspensão das demissões de imediato, para, neste período, debater o assunto com o presidente da Usiminas, que já está sendo convidado para uma reunião no Ministério. Coordenarei ações no âmbito do Governo Federal com o objetivo de reestruturar a companhia e tentar reverter esse processo, ao menos parcialmente”, afirmou Rossetto.

Mais informações:
Assessoria de Comunicação Deputado Marcelo Squassoni
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Tadeu Ferreira Jr. - (13) 99133-8813